Tema: Acolhimento - A Força da nossa fragilidade
2 Coríntios 12.1-10
****Aqui, Paulo conta sua experiência em ter sido arrebatado até o terceiro céu, algo maravilhoso aos nossos olhos. Entretanto, não fez dessa experiência o foco do seu ensino. Pelo contrário, buscou falar de maneira mais humilde quanto a isso, sem se vangloriar. Hoje, vemos muitas pessoas se vangloriando de experiências as quais Deus é o autor e, por isso, temos que tomar cuidado para não darmos a glória a qualquer coisa que não seja Deus; inclusive nós mesmos. (Is 42.8)
****A discussão sobre o que era esse espinho dura até hoje. Não sabemos o que é, mas há algo muito bom nisso: a falta de especificidade desse espinho permite que eu me identifique, me encaixe nessa situação. Qual é o meu espinho? Qual é a minha fraqueza? Eu preciso reconhecer a minha fraqueza, minha fragilidade, pois o poder de Deus se aperfeiçoa nela. Da minha fraqueza, o poder de Deus em mim me fortalece.
****Preciso reconhecer minhas fraquezas. Quanto mais reconheço, mais dependo de Jesus. Aliás, somos totalmente dependentes de Cristo, mas nosso ego faz com que não reconheçamos isso. Lembre-se do que Paulo disse: “Quando estou fraco, então sou forte” (2 Co 12.10b). Esse reconhecimento reflete não só nossa vida em seu âmbito particular, mas coletivo também. Eu amo porque Ele me amou primeiro (1 Jo 4.19); Eu amo e perdoo porque muito fui perdoado (Lc 7.47). O interessante é que a palavra nos mostra que a força não está somente em reconhecer a fraqueza, mas também em expô-la. Em sua carta, Tiago diz para confessarmos nossos pecados uns aos outros (5.16). Agora não só reconheço minha fraqueza, como também a apresentei ao meu irmão, que me dará suporte e caminhará comigo. Não só expus, como também me foi exposta a fragilidade do meu irmão, e com isso, caminharemos juntos sabendo que estamos no mesmo barco, onde um levantará o outro caso alguém caia. E nesse mesmo barco está Jesus, o qual eu e meu irmão dependemos. “Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.” (Mt 5.3)
****O primeiro passo é reconhecer a dependência. O segundo é confiar em Cristo. Quando não confio, implicitamente declaro que a minha vontade é melhor e mais agradável que a Dele. Implicitamente digo que é melhor eu fazer o que eu quero na minha vida, e isso é grave! Nesse ponto, inutilizamos nossa declaração inicial de fé, pois aceitamos Jesus apenas como Salvador, mas não como Senhor. Se Ele é o Senhor das nossas vidas, o controle deve ser total Dele. A minha oração é para que percamos o controle das nossas vidas todos os dias; não desordenadamente, mas entregando nas mãos do Único que é digno de controlá-las. Lembre-se, a graça de Cristo nos basta e o poder Dele se aperfeiçoa em nossa fraqueza.
****A graça de Deus não nos torna super-heróis invencíveis, mas filhos dependentes e amados. Quando reconhecemos isso, somos libertos da ilusão da autossuficiência.
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